terça-feira, 28 de julho de 2015

Receita ortodoxa do Levy não pode “dar certo” porque a crise, agora, é política


Fonte: http://tijolaco.com.br/blog/?p=28513">Tijolaço de Fernando Brito:

http://tijolaco.com.br/blog/?p=28513">Receita ortodoxa não pode “dar certo” porque a crise, agora, é política


Duvido que exista alguém de esquerda que, a esta altura, não desejaria avaliar como bem sucedida a política econômica implantada sob a batuta do Dr. Joaquim Levy.

E ela não está produzindo resultados porque, em si, seja algo estrambótico, distante das práticas mais comuns de início de Governo – cortar os gastos e melhorar as receitas, acumulando gordura para implantar suas ações.

O problema- “probleminha”, como diria o vice-presidente Michel Temer – é que é a legitimidade política de uma administração sagrada pelas urnas que dá ao governo recém-eleito a legitimidade para atravessar a “quadra amarga” e florir na seca como um ipê no cerrado.

A medida urgente na economia para o Governo Dilma é recuperar este fator que, por pressão da imprensa – que amplificou os fatos concretos e localizados da Lava Jato ao infinito, como se não houvesse nada além de roubalheira na administração da Petrobras e do País – e a aceitação desta situação pelo “republicanismo” do PT e do Governo deixaram se desfazer ao ponto de que nem aquilo que agrada o conservadorismo ter dele o apoio, exceto o “dinheiro já” da elevação das taxas de juros pública.

Não há nada de errado, pelos manuais, no que faz o Dr. Joaquim Levy.

E há muito de errado no que fez, antes e agora, o Governo Dilma na política.

O país não sairá deste “marasmo erosivo” sem que se pense “fora da caixa” e se adotem medidas capazes de recuperar a confiança no Governo.

Não aquelas que buscam a confiança de quem nunca confiou nele, porque “o mercado” não a tinha, não a tem e nem a terá.

A confiança, parece uma obviedade dizer isso, tem e ser recuperada entre aqueles que apoiaram Dilma e que estão atônitos com sua passividade diante dos fatos econômicos e políticos.

O Brasil não pode viver sem ter – e ver – um projeto de desenvolvimento definido e é ao Estado brasileiro que cabe – por insuficiência e estreiteza de nosso empresariado industrial – desempenhar o papel reitor nesta caminhada.

Que, é certo, pode se dar de maneira menos acelerada por algum tempo, mas que não pode deixar de ter o horizonte no olhar nacional.

Sem isso, olha-se para o chão e a economia, como uma bicicleta, só cambaleia e ameaça cair.

Em tempo:  nota das Centrais Sindicais pela mudança da política econômica:

Não à recessão, pela redução das taxas de juros

As centrais sindicais brasileiras – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB – vêm a público manifestar posição contrária à política econômica do governo, caracterizada pela elevação da taxa básica de juros e o aperto fiscal.

A taxa Selic atual já atinge 13,75% ao ano, que significa, confirmada a previsão de inflação dos próximos 12 meses, segundo o Banco Central de 6,10%, uma taxa básica de juros reais de alarmantes 7,2% ao ano. Enquanto isso, a taxa de juros nos EUA e no Japão é negativa e, na Europa, levemente positiva.
Essa política derruba a atividade econômica, deteriora o mercado de trabalho e a renda, aumenta o desemprego e diminui a capacidade de consumo das famílias e, mais, reduz a confiança e os investimentos dos empresários, o que compromete a capacidade de crescimento econômico futuro.

A indústria encontra-se, em termos de produção física, abaixo da média do ano de 2008. O comércio apresenta uma inflexão negativa consolidada após anos de crescimento. Os serviços já se encontram em trajetória de desaceleração e os investimentos, não só permanecem em trajetória de queda, como a piora sobre a percepção futura limita qualquer expectativa de recuperação no curto prazo. Nesse contexto adverso somente os bancos estão ganhando. Depois de acumularem lucros muito maiores em 2014 (o do Itaú foi 30% maior e o do Bradesco, 25%) a despeito da estagnação econômica geral, os balanços do primeiro trimestre de 2015 atestaram novos aumentos dos respectivos lucros.

Para as centrais sindicais abaixo assinadas, o aumento da taxa de juros tem sido ineficaz no combate a inflação, encarece o crédito para consumo e para investimentos, causa mais desemprego, queda de renda, piora o cenário de recessão da economia e ainda contribui para diminuir a arrecadação do governo. E mais, concentra cada vez mais renda nas mãos de banqueiros e especuladores financeiros.
Nós, representantes das principais centrais sindicais brasileiras, defendemos a imediata redução da taxa de juros e a implementação de uma política que priorize a retomada do investimento, o crescimento da economia, a geração de emprego, a redução da desigualdade social, o combate à pobreza e a distribuição de renda.

São Paulo, 27 de julho de 2015.

CUT – Central Única dos Trabalhadores
FS – Força Sindical
UGT – União Geral dos/as Trabalhadores/as
CTB – Central dos/as Trabalhadores/as Brasileiros
NCST – Nova Central Sindical dos/as Trabalhadores/as
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

A Construção do Brasil, a Defesa Nacional, o Petróleo e um insidioso ataque ao país

Moro tem mira certa: Petrobras
e programa nuclear!

O Moro vai chamar o embaixador americano para assistir à "delação" do Almirante Othon?

É isso o que a penca de traidores quer entregar: a base de submarinos em Itaguaí

 


Um juizeco de primeira instância, meia dúzia de policiais valentões de uma PF sediciosa e uns procuradores exibicionistas que ainda não fizeram a primeira comunhão decidiram entrar no âmago do Estado brasileiro e de seus mecanismos estratégicos centrais – e destrui-lo, em nome de uma suposta MORAL.

Pra isso, resolveram destruir a Petrobras.

E agora o programa nuclear brasileiro.

O Almirante Othon Silva não um brasileirinho qualquer.

Não é o ladrazinho baiano de meia tigela, mancumunado com o Cunha.

O Almirante Othon não pode ser grampeado no mictório!

Não pode ser vitima de um tri-delator ou de ladrões confessos.

Não pode ser moralmente torturado até confessar !

Confessar como funciona o sistema brasileiro de enriquecimento de urânio!

Othon Silva não é como, diz o Globo – traidor supremo – responsável pelo programa nuclear "paralelo".

Othon Silva é responsável por um dos mais importantes – e abertos, transparentes – programas de beneficiamento de urânio do mundo!

Submetido à AIEA, agência da ONU para energia nuclear !

Em Israel, o Almirante Othon seria um herói !

Nos Estados Unidos, na França, na Inglaterra, no Paquistão, no Irã.

Aqui, é tratado como um punguista !

É porque o Brasil é um dos poucos países do mundo que tem urânio e sabe enriquecê-lo.

E isso não interessa a essa penca de traidores que está aí com a bandeira da ÉTICA na mão !

Othon Silva foi quem desenvolveu o programa nacional de beneficiamento de urânio, DEPOIS de, aluno bolsista no MIT, fazer a critica do programa nuclear alemão, o do Geisel.

Portanto, ao contrario do que dizem os trairas do Globo, ele não fez o programa "paralelo".

Othon desmontou o que pudesse existir de paralelo.

Othon é um herói da Independência do Brasil !

Para prende-lo ou coloca-lo sob suspeita nesse tribunal de Nuremberg que se instalou no PiG, é preciso tomar muito cuidado.

Tem que ficar muito bem provado.

Com provas.

E delação não é prova !

Não se pode submete-lo a uma delação qualquer, sob o chicote desses esbirros da Vara de Guantanamo.

Muito cuidado com o Almirante Othon, Moro !

Essa Vara está muito perto da fogueira.

Só no Brasil, Moro, você faria essa violência com um programa nuclear !

E deve ser por isso que o Moro vaza para o PiG os segredos empresariais da Odebrecht.

Porque a Odebcrecht é a empresa privada BRASILEIRA mais ligada ao programa nuclear BRASILEIRO.

A Odebrecht tem cinco mil homens em Itaguai, para construir o submarino a propulsão nuclear, o que só é possível porque o Almirante Othon soube desenvolver um sistema made in Brazil.

O Juiz Moro e esses coroinhas de Guatanamo vão fazer o que mais queria a Quarta Esquadra americana, estacionada em cima do pré-sal.

Quebrar a Petrobras, entrega-la à Chevron do Cerra  – e, de troco, fechar Itaguaí !

O PiG e essa Vara de Curitiba não sossegam enquanto nao desmontarem o Estado.

E o Estado brasileiro, no momento, está entregue a agentes inanimados, desvertebrados, impotentes por decisão própria, que contemplam essa desmontagem como fosse uma etapa indispensável à purificação dos costumes !

O Estado brasileiro está sendo desconstruído nas barbas dos brasileiros.

Por meia dúzia de irresponsáveis.

Os que estão fora do Estado – e dentro !

O Moro não sabia quem é o Almirante Othon ?

Vai querer obriga-lo a uma confissão ?

Vai chamar o embaixador americano, como se fazia no DOPS, em São Paulo, nos bons tempos do Dr Boilensen ?

Quando o cônsul americano assistia às atividades da "pianola" ?

Vai abrir os e-mails do Almirante Othon com o Estado Maior da Armada ?

This is an esculhambation !

Paulo Henrique Amorim

 


Leia também:
As armas do Brasil para defender o pré-sal

Prosub: Brasil vai para o andar de cima

O entreguismo do Fernando Henrique tem uma lógica​

Moro brinca com fogo: a Defesa Nacional

terça-feira, 7 de julho de 2015

Por trás da dívida Grega

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Thierry Meyssan: Por trás da dívida Grega
// Blog do Liberato

O debate actual sobre a dívida grega deu lugar a todo o tipo de ameaças, primeiro contra o governo Tsípras, depois contra os eleitores gregos. Abstendo-se de entrar numa discussão sobre a parte odiosa desta dívida, Thierry Meyssan analisa a campanha internacional contra a saída da Grécia da zona euro. Ele lança luz sobre o projecto histórico da União e do euro, tal como foi formulado, em 1946, por Churchill e Truman, para acabar por concluir que a Grécia está hoje em dia armadilhada pelo ambiente geo-político internacional e não pela sua situação económica.

Joseph Retinger, ex-fascista polaco(polonês-br) tornado agente britânico. Por ordem do MI6, fundou a European League for Economic Cooperation (Liga Europeia para a Cooperação Económica- ndT) da qual se tornou o secretário-geral. Nesta qualidade, ele foi o pai do euro. Em seguida, animou o Movimento europeu e criou o Clube de Bilderberg.

O referendo grego levou a debates acalorados na União Europeia que ilustram a ignorância geral sobre as regras do jogo. Os participantes estão divididos quanto a saber se os gregos foram ou não responsáveis pela sua dívida, velando sempre para jamais acusar os seus credores de usura. Mas fizeram-no ignorando, a este respeito, a história do euro e os motivos da sua criação.

O euro : um projecto anglo-saxónico da Guerra Fria

Desde o Tratado de Roma, há 64 anos, as sucessivas instâncias administrativas do «projecto europeu» (CECA, CEE, UE) gastaram somas colossais, e sem equivalente, para financiar a sua propaganda nos média (mídia-br). Diáriamente centenas de artigos, emissões de rádio e de televisão, são pagos por Bruxelas para nos contar uma falsa versão da sua história e nos fazer crer que o actual «projecto europeu» é o dos Europeus de entre-as-guerras.

Ora, os arquivos estão, no entanto, agora, acessíveis a todos. Eles mostram que, em 1946, Winston Churchill e Harry Truman decidiram dividir o continente europeu em dois: de um lado os seus vassalos, do outro a URSS e os dela. Para garantir que nenhum estado se desviaria da sua suserania, eles decidiram manipular os ideais da sua época.

O que se chamava então o «projecto europeu» não consistia em defender pretensos valores comuns, mas, sim, em fundir a exploração de matérias-primas e as indústrias da Defesa da França e da Alemanha, a fim de ter a certeza que estes países não poderiam mais fazer a guerra entre si (teoria de Louis Loucheur e do conde Richard de Coudenhove-Kalergi [1]). Não se tratava de negar as profundas diferenças ideológicas, mas de se assegurar que eles não se confrontariam mais pela força.

O MI6 britânico e a CIA norte-americana foram, então, encarregados de organizar o primeiro «Congresso da Europa», em Haia, em Maio de 1948, no qual participaram 750 personalidades (entre as quais François Mitterrand) de 16 países. Tratava-se, nem mais nem menos, do que ressuscitar o «projecto da Europa federal» (redigido por Walter Hallstein –-o futuro presidente da Comissão Europeia--- para o chanceler Adolf Hitler) com base na retórica de Coudenhove-Kalergi.

Várias ideias falsas devem ser corrigidas em relação a este Congresso.
 Em primeiro lugar, convêm recolocá-lo no seu contexto. Os Estados Unidos e o Reino Unido acabavam de declarar a Guerra fria à URSS. Esta replicou apoiando os comunistas checos, que conseguiram legalmente apoderar-se do poder durante o «Golpe de Praga» («Fevereiro Vitorioso», segundo a historiografia soviética). Washington e Londres montaram então o Tratado de Bruxelas que prefigura a criação da Otan. Todos os participantes no Congresso da Europa eram pró Anglo-Saxónicos e anti-Soviéticos.
 Em segundo lugar, quando Winston Churchill pronunciou o seu discurso, ele empregou o termo «Europeu» para designar os habitantes do continente europeu (mas não os do Reino-Unido que, segundo ele, não eram Europeus) que se afirmavam anti-comunistas. Fora de questão para Churchill, à época, que Londres aderisse à União Europeia, mas apenas que a supervisionasse.
 Em terceiro lugar, duas tendências vieram à tona no Congresso: os «unionistas», para os quais se tratava, unicamente, de juntar os meios para resistir à expansão do comunismo, e os «federalistas» que desejavam concretizar o projecto nazi de Estado federal, colocado sob a autoridade de uma administração não-eleita.

Walter Hallstein, um alto funcionário alemão, redigiu o projecto hitleriano de Europa federal. Tratava-se de destruir os Estados europeus e de federar as populações, por etnias, em torno do Reich ariano. O conjunto teria sido submetido à ditadura de uma burocracia não-eleita, controlada por Berlim. Após a Libertação, ele pôs em marcha o seu projecto com a ajuda dos Anglo-Saxões, e, tornou-se, em 1958, o primeiro presidente da Comissão europeia.

O Congresso catalogou tudo o que foi alcançado depois com os nomes sucessivos de CECA (Comunidade Europeia do Carvão e do Aço- ndT), CEE e de UE.

O Congresso adoptou o princípio de uma moeda comum. Mas o MI6 e a CIA tinham já fundado a Liga Independente para a Cooperação Europeia (Independent League for European Cooperation —ILEC) [2]—tornada Liga Europeia para a Cooperação Económica (European League for Economic Cooperation—ELEC) -. O seu objectivo era, uma vez criadas as instituições da União, passar da moeda comum (a futura Unidade de Divisa Europeia - ECU) para uma moeda única (o Euro), de tal modo que os países aderentes à União nunca mais a pudessem deixar [3].

Foi este projeto que François Mitterrand concretizou em 1992. À luz da história e da participação de François Mitterrand no Congresso de Haia, em 1948, é absurdo afirmar, hoje em dia, que o euro tenha tido uma outra finalidade. É por isso que, logicamente, os Tratados actuais não prevêem a saída do euro, forçando a Grécia, se assim o desejar, a ter de sair primeiro da União para poder sair do euro.

O deslizar do «projecto europeu» para o sistema norte-americano

A União conheceu dois desenvolvimentos principais:
 No final dos anos 60, o Reino Unido recusou participar na guerra do Vietname, e, retirou as suas tropas do Golfo Pérsico e da Ásia. Os Britânicos deixaram de se considerar, então, como fazendo parte do 51º Estado dos Estados Unidos e de invocar a sua «relação especial» com Washington. Decidiram, então, aderir à União (1973).
 Aquando da dissolução da URSS, os Estados Unidos ficaram como únicos mestres do jogo, o Reino Unido colaborando, e os outros Estados obedecendo-lhes. Por conseguinte, a União, jamais decidiu o seu alargamento a Leste, simplesmente limitou-se a validar uma decisão tomada por Washington, e anunciada pelo seu secretário de Estado James Baker. Do mesmo modo, ela adoptou, também, tanto a estratégia militar dos Estados Unidos [4] como o seu modelo económico e social, caracterizado por enormíssimas desigualdades.

O referendo grego fez surgir uma linha de fractura entre, por um lado, as elites europeias, que se acham com a vida cada vez mais facilitada e apoiam, sem reservas, o «projecto europeu» e, por outro, as classes trabalhadoras que sofrem com este sistema e o rejeitam; um fenómeno que já se havia expresso, ainda que só à escala nacional, aquando da ratificação do Tratado de Maastricht na Dinamarca e na França, em 1992.

Num primeiro momento, os líderes europeus questionaram a validade do referendo democrático. O Secretário-geral do Conselho da Europa, Thorbjørn Jagland (o mesmo personagem que foi demitido do júri do prémio Nobel por corrupção [5]) declarou :
 que a duração da campanha era muito curta (10 dias em lugar de 14) ;
 que não poderia ser supervisionado pelas organizações internacionais (por habitualmente demorar muito tempo a organizar a supervisão),
 e que a pergunta colocada não era nem clara nem compreensível (quando a proposta da União publicada no Jornal oficial ser muito mais curta e simples que os Tratados europeus que foram submetidos a referendo).
Entretanto, a polémica deu grandíssimo brado após o Conselho de Estado grego, chamado à pronúncia por particulares sobre estes três pontos, ter validado a legalidade desta consulta.

A imprensa corporativa afirmou, então, que com o voto no «Não» a economia grega estaria dando um salto para o desconhecido.

Ora, o facto de pertencer à zona euro não é uma garantia de sucesso económico. Se alguém se refere à lista de produto interno bruto do FMI (PIB), em paridade de poder aquisitivo (PPA), apenas um Estado membro da U.E. se encontra entre os 10 primeiros do mundo: o paraíso fiscal conhecido como Luxemburgo. A França figura apenas na 25ª posição entre 193.

A taxa de crescimento da União Europeia era de 1,2% em 2014, o que a coloca no 173º posto mundial, quer dizer um dos piores resultados no mundo (a taxa média mundial está em 2,2 %).

Mario Draghi, presidente do Banco central europeu, foi o antigo vice-presidente do banco Goldman-Sachs para a Europa. Ele mascarou, no Parlamento europeu, o seu próprio papel nas desastrosas operações financeiras realizadas pelo banco por conta do governo grego, claramente atestadas pela documentação do banco.

É forçoso constatar que pertencer à União e utilizar o euro não são garantias de êxito. Mas, se as elites europeias apoiam este «projecto» é porque ele lhes é rentável. Com efeito, tendo criado um mercado único, e uma moeda única, os Unionistas esconderam as cartas do jogo. Agora, as diferenças não são mais entre os Estados-membros, mas, sim, entre as classes sociais, que estão a ser uniformizadas à escala europeia. É por isso que os mais ricos defendem a União, enquanto os mais pobres aspiram pelo regresso de Estados membros com soberania.

Os contra-sensos a propósito da União e do euro

Há muitos anos que o debate é falsificado pelo vocabulário oficial : já não são os Europeus que são os portadores da cultura europeia, mas, unicamente, os membros da União. Assim é que, desde o fim da Guerra Fria, afirmam que o Russos não seriam Europeus, e, agora, que, saindo da União, a Grécia deixaria a cultura europeia da qual, na realidade, ela é o berço.

Mas, o que é claro, como diz o ditado popular em França, é que «os cães não dão gatos». A União foi concebida pelos Anglo-Saxões, com apoio de antigos nazis, contra a URSS. Ela apoia actualmente o governo ucraniano, nazis incluídos, e declarou a guerra económica à Rússia pintando-a sob o nome de «sanções».

Ao contrário do que o seu nome pretende, a União não foi criada para unir o continente europeu, mas, antes, para dividi-lo, afastando definitivamente a Rússia. Fora isto o que Charles De Gaulle denunciara, tendo-se batido, ele, por uma Europa «de Brest a Vladivostoque».

Os Unionistas garantem que o «projecto europeu» permitiu a paz na Europa durante 65 anos. Mas, falam eles da pertença à União ou da sua vassalagem aos E.U? Na realidade, foi essa que garantiu a paz entre os Estados da Europa Ocidental, ao mesmo tempo mantendo a sua rivalidade fora da zona da Otan. Será preciso lembrar, por exemplo, que os membros da União Europeia apoiaram diferentes campos na ex-Jugoslávia antes de se unificarem atrás (da bandeira- ndT) da Otan? E, será preciso considerar que se se tornassem soberanos(novamente), os membros da União recomeçariam certamente com querelas?

Jean-Claude Juncker, indignou-se pelo convocação do referendo grego, que qualificou de «traição». Juncker foi forçado a demitir das suas funções de Primeiro-ministro do Luxemburgo quando se provou a sua pertença à rede de espionagem Gládio, da Aliança Atlântica. Um ano depois… ele tornava-se presidente da Comissão Europeia.

Para voltar ao caso grego, os peritos demonstraram, amplamente, que esta dívida é imputável quer tanto a problemas nacionais, não resolvidos desde o fim do Império Otomano, como a uma escroqueria de grandes bancos privados e de dirigentes políticos. Além disso, esta dívida é tão impagável como o são, igualmente, as dívidas dos principais Países desenvolvidos [6]. Seja como for, Atenas poderia facilmente livrar-se disto recusando, para isso, pagar a parte odiosa da sua dívida [7], deixando a União, e aliando-se com a Rússia, que é para ela um parceiro histórico e cultural muito mais sério que a burocracia Bruxelense. A vontade de Moscovo (Moscou-br) e de Pequim de investir na Grécia e de aí criar novas instituições internacionais é um segredo de polichinelo. No entanto, a situação da Grécia é tanto mais complexa quanto ela é, igualmente, país-membro da Otan, e, que a Aliança aí montou um golpe de Estado militar, em 1967, para a impedir que ela se reaproximasse da URSS.

Thierry Meyssan

Tradução
Alva

quinta-feira, 25 de junho de 2015

12 Golaços do Brasil que você não viu

Sabe quando foi gol, mas o juiz não viu?
A imprensa fala pouco, a Globo não mostra de jeito nenhum, mas ninguém pode esconder a internet. Veja os 12 golaços que o governo Dilma marcou pelo Brasil.

Ajude essa partida a ter um placar justo. Compartilhe!!!

O autor não têm qualquer vínculo com partido, político ou candidato algum. Esta é apenas uma página feita com amor e simplicidade por um cidadão comum, a partir de informações disponíveis publicamente, para tentar mostrar o que deveria aparecer mais.

1 - O Brasil fora do Mapa da Fome

Não tem desgraça mais vergonhosa para um país do que a fome. Com toda sua riqueza natural e sendo uma potência agrícola, o Brasil ainda convivia com a fome e a subnutrição crônicas até há pouco tempo. 

Com Dilma e Lula o Brasil cumpriu e até mesmo ultrapassou a meta do Primeiro Objetivo do Milênio da ONU de reduzir à metade a prevalência da fome e desnutrição entre 2000 e 2015. Melhor do que isso: se mais de um em cada dez brasileiros passavam fome em 2002, hoje apenas uma proporção não quantificável (menor de 5%, segundo a ONU) sofre de subnutrição. Graças a isso, o Brasil saiu completamente do Mapa da Fome elaborado pela FAO/ONU, e está na mesma categoria dos países desenvolvidos.

Veja como era em 2001 (FAO Hunger Map)

E como é hoje (FAO Hunger Map 2014)

ImagemMapa da Fome, FAO, 2014

2 - Pronatec: 7,6 milhões de vagas em cursos técnicos e profissionalizantes gratuitos

Você já ouviu falar que falta mão de obra qualificada no Brasil. Para resolver isso, Dilma está  promovendo uma revolução silenciosa no ensino técnico e no ensino profissionalizante com o Pronatec: foram 7,6 milhões de pessoas matriculadas em 4145 muncípios desde 2011, quando o programa foi lançado, até hoje. São cursos gratuitos, incluindo o material usado. Os cursos mais procurados são de informática, eletricista, recepcionista e assistente administrativo. Com mais qualificação vem mais emprego, melhores salários, e melhores serviços no Brasil. Quem disse que o Bolsa Famíllia não tem porta de saída? O Pronatec já  atendeu a um milhão de beneficiários do programa, que, uma vez em empregos qualificados, deixam de receber o benefício. A segunda fase, que, com Dilma, começará a partir de 2015, terá 14 milhões de vagas.

3 - Partilha do petróleo: não entregar de bandeja as riquezas do nosso pré-sal

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É o tipo de coisa que transforma o futuro de um país: vencendo resistências do capital financeiro, de petroleiras internacionais, da imprensa e dos políticos, Dilma conseguiu fazer com sucesso o primeiro grande leilão, do campo de Libra, dentro do Modelo de Partilha, que vale para as imensas jazidas de petróleo no fundo do subsolo do mar (o pré-sal). Por esse modelo, o Estado e o povo brasileiros são os donos de todo o petróleo extraído, e divide com a empresa exploradora o petróleo excedente, depois de ressarcir à  empresa os custos da exploração.

No velho modelo de concessão, o petróleo é da petroleira que o extrai, e ela apenas paga ao Estado uma taxa pela exploração da área. A concessão é um modelo bom quando há risco para a empresa, mas no pré-sal, com bilhões de barris de petróleo garantidos, equivaleria a lesionar os interesses do país em favor do lucro excessivo e sem risco das petroleiras. Como você pode imaginar, há uma enorme pressão para voltar atrás no modelo de partilha antes que o petróleo do pré-sal comece a jorrar. Com Dilma, o futuro do país estará garantido. E, conforme lei aprovada no governo Dilma, 75% dos recursos obtidos do pré-sal vão para a educação, e 25% para a saúde.


4 - Transparência e Lei do Acesso à Informação

você prefere isto...

... ou isto?


 
Quem disse que a Dilma quer censurar a imprensa e coibir investigações? Muito pelo contrário. DIlma patrocinou e aprovou a Lei do Acesso à Informação, também chamada Lei da Transparência, para que qualquer cidadão possa acessar os documentos internos produzidos pelos governos federal, estadual e municipal em seu trabalho. É a melhor ferramenta que a imprensa já ganhou em muitas décadas, elogiada por especialistas internacionais no assunto. Se você hoje fica sabendo, pelos jornais e pela TV, de mais denúncias e impropriedades cometidas por políticos e funcionários públicos, é graças à Lei da Transparência, que os jornalistas usam sem parar desde que ela entrou em vigor há dois anos.

E para facilitar mais ainda o controle e a fiscalização, a Dilma criou o Portal da Transparência, o Portal do Acesso à Informação e o Portal Dados Abertos, para ajudar a imprensa (e qualquer cidadão, até você mesmo!) a conhecer seus direitos, requisitar documentos e conferir onde estão sendo feitos os gastos do governo.
Há um trabalho intenso para implementar a lei nos Estados e Municípios e mudar para sempre a cultura de sigilo de muitas repartições públicas.

Já os tucanos....

E os tucanos, são transparentes como dizem? Pelo contrário. FHC tentou (e que bom que não conseguiu) aprovar a Lei da Mordaça, o contrário da Lei da Transparência, que queria proibir e punir funcionários públicos que passassem documentos e dados para a imprensa durante uma investigação judicial. E ainda processou o procurador que criticava esse projeto de lei. O que ele conseguiu aprovar foi o foro privilegiado para políticos.

Se as idéias dos tucanos sobre amordaçar a imprensa e varrer toda a sujeira pra debaixo do tapete tivessem prevalecido, não teria havido julgamento do mensalão, nem investigação da corrupção com empreiteiras e envolvimento político na Petrobrás.


Investigar? Ao contrário, ficava tudo engavetado.

E o Aécio? Pior. FHC não conseguiu a aprovar a Lei da Mordaça, mas Aécio conseguiu fazê-la valer na prática, em Minas Gerais, não só para funcionários públicos como para jornalistas,  cooptando e pressionando meios de comunicação, fazendo demitir repórteres, mandando prender jornalistas, processando jornais e buscando tirar conteúdos críticos de circulação, inclusive perseguindo tuiteiros na internet. Em Minas, os donos de jornal cooptados pelo Aécio pressionam seus funcionários a fazerem campanha pra ele.

Você quer isto para o resto do país?

5 - Criação da Comissão da Verdade para finalmente investigar os crimes do passado

Vencendo resistência de antigos torturadores e assassinos, Dilma finalmente conseguiu tirar do papel a Comissão da Verdade, que tem por finalidade apurar graves violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura. A decisão de investigar e apurar a verdade sobre o que ocorreu naquela época foi elogiada no mundo inteiro, inclusive pela ONU. Conhecer toda a verdade sobre a violência e os crimes daquele período é algo importantíssimo para evitar que algo parecido volte a ocorrer no futuro. Numa cerimônia histórica, que reuniu todos os ex-presidentes do Brasil, a presidente Dilma Rousseff instalou a Comissão da Verdade. Emocionada, prometeu: "A comissão não abriga ressentimento, ódio nem perdão. Ela só é o contrário do esquecimento".

6 - Royalties do petróleo para transformar a educação

O petróleo acaba. Mesmo nas imensas quantidades do pré-sal, um dia os poços secam. Usar os recursos do petróleo para financiar gastos normais, correntes, por mais importantes que sejam, é arriscar o futuro do país.

Com visão de estadista e pensando no futuro, Dilma defendeu que 100% dos royalties do petróleo extraído do pré-sal fossem destinados ao melhor investimento do mundo: a educação. Assim, quando a riqueza do petróleo acabar, já terá sido investida no talento humano. E uma população com mais conhecimento e habilidades consegue, por meio do trabalho e inovação, trazer muito mais riquezas que o petróleo, e portanto investir ainda mais em mais educação, mesmo sem o petróleo.

Sabe que partido ajudou a votar contra? Adivinha.

Após negociação no Congresso, os royalties do pré-sal serão destinados 75% à educação e 25% à saúde. Que bom, poderia ter sido muito pior: a Lei 9530/1997, instituída por FHC, obriga a que 100% dos lucros das empresas estatais, incluindo a Petrobrás, sejam obrigatoriamente destinados a pagar a dívida. E sabe quem acaba levando esses pagamentos? Adivinha.

Você acha que se o pré-sal fosse descoberto em um governo PSDB nós teríamos 100% desses royalties destinados à educação ou à saúde? Ou seriam aos milionários brasileiros e estrangeiros que compram títulos do governo para viver de renda? E olhe que leis podem ser alteradas: o petróleo do pré-sal mal começou a jorrar. Com Dilma, temos a certeza de que esses recursos irão mesmo para a educação e a saúde.

7 - Mais Médicos e a Saúde da Família:
50 milhões de beneficados, 95% de satisfação. Em um só ano.

Quem entende de saúde pública sabe: o melhor investimento nessa área é o atendimento primário e a prevenção. Custa menos, é mais eficiente e, o melhor, evita muita dor e sofrimento. A Estratégia Saúde da Família, que foi enormemente ampliada nos governos Lula e Dilma, é um sucesso reconhecido internacionalmente, e atua justamente nessas áreas, com humanidade e atenção particular à família como um todo. Porém, por falta de médicos dispostos a prover essa atenção básica, principalmente em pequenas cidades do interior do país, estava difícil universalizar o atendimento.

Dilma resolveu: o Mais Médicos, que até maio deste ano trouxe 14 mil novos profissionais de medicina, brasileiros e estrangeiros, está ajudando a dar um salto enorme na qualidade de vida da população que muitas vezes precisava se deslocar mais de 50 quilômetros para encontrar um posto de saúde. Combinado com a Saúde da Família, o Mais Médicos elevou para mais de 34 mil o número das equipes preparadas para acompanhar diariamente a saúde das populações nas periferias das grandes cidades e municípios médios e pequenos do interior. Os beneficiados até agora? 50 milhões de brasileiros em um único ano, superando a meta inicial de 46 milhões para 2014. Dentre os atendidos, pelo Mais Médicos, 95% disseram-se satisfeitos ou muito satisfeitos.

Isso é eficiência, execução, competência e, principalmente, saber dar prioridade para as reais necessidades da população brasileira.

8 - Ciência Sem Fronteiras: 83 mil bolsas de estudo e pesquisa científica de ponta no exterior para mudar o Brasil

Criado no governo Dilma, O Ciência Sem Fronteiras já concedeu bolsas de estudo, em nível de pós-graduação, para mais de 83 mil estudantes brasileiros estudarem no exterior, em universidades e instituições de pesquisa reconhecidos. Na próxima etapa, que começará em 2015, serão mais 100 mil bolsas. Graças ao Ciência Sem Fronteiras, esses jovens pesquisadores terão a chance única de absorver e trocar conhecimento e técnicas de inovação com os melhores professores, cientistas e estudantes de todo o mundo. Boa parte desses jovens, quando voltarem e começarem a trabalhar, pesquisar e ensinar no Brasil, vão promover uma revolução científica e tecnológica sem precedentes no país.

Em seus quatro anos de governo, Dilma provou seu compromisso com a educação básica, com o ensino técnico e profissionalizante, com o ensino universitário e, também, com a pesquisa científica e tecnológica de ponta. Educação, em qualquer nível, é Dilma. Não fica ponto sem nó.

9 - Plano Brasil Sem Miséria: a superação da pobreza extrema em várias frentes

O Plano Brasil Sem Miséria foi lançado pela Dilma em 2011 com o objetivo extremamente ambicioso de erradicar completamente a miséria (definida conforme a linha da miséria do Banco Mundial de renda até US$ 1,25 ao dia, ou R$ 70 ao mês) até o fim de 2014. Segundo o Censo 2010 do IBGE, apesar da enorme redução da miséria durante o governo Lula, 16,2 milhões de brasileiros, ou 8,5% da população, ainda se encontravam nessa situação em 2011.

Impossível erradicar a miséria em pouco mais de três anos, não é? Não é, não. Apesar da enorme ambição, a meta foi alcançada. Todos os sinais indicam que menos de 2% da população está abaixo da linha da miséria, abaixo do nível de 3% que o Banco Mundial considera um índice residual.

Para isso, foi preciso articular mais de 30 programas sociais, incluindo o Bolsa Família e o Pronatec, e pactos com todos os 26 estados do Brasil e milhares de municípios. Uma das ações mais importantes foi a Busca Ativa, que tratou de alcançar e documentar as famílias mais miseráveis, que até hoje viviam longe do alcance do Estado e ignorantes de seus direitos, e incluí-las nos programas sociais. De 2011 para cá a Busca Ativa incluiu mais de 1,11 milhão de famílias.
Há quem critique a escolha da linha de miséria do Banco Mundial, de US$ 1,25 ao dia, como o critério para o Brasil Sem Miséria, esquecendo que, mesmo por esse critério, considerado baixo, o Brasil conviveu com uma proporção de miseráveis muito superior a 10% ao longo de quase toda a sua história. 

Embora seja preciso começar de algum lugar, é verdade que 70 reais por mês são insuficientes, ainda mais em um país rico como o Brasil. O governo Dilma não quer parar por aí. O Brasil Sem Miséria busca a superação definitiva da pobreza por meio da inclusão produtiva, pelo acesso a serviços básicos de saúde e educação, pelo microcrédito, e muitas, muitas outras linhas de ação.

Não é um programa fácil de explicar com uma frase bonita ou um punhado de dados: é complexo, tal como é complexa a miséria que procura combater. Veja aqui as linhas de ação, os números do programa, os resultados dos três primeiros anos e acompanhe as ações do Brasil Sem Miséria no seu Estado ou no seu Município.


Família da cidade de Queimados, na Baixada Fluminense, curtindo seu novo lar, graças ao Minha Casa, Minha Vida. Antes, a família vivia de forma irregular em morro considerado em risco de deslizamentos (fonte: Comunicação Social da Prefeitura de Queimados)

10 - Minha Casa, Minha Vida: 3,4 milhões de casas contratadas, 6,8 milhões de brasileiros beneficiados - o maior programa habitacional da história

Considerado pela ONU como "um exemplo notável de programa de habitação de grande escala que beneficia a sociedade, em particular os grupos mais vulneráveis e os lares de mais baixa renda", o Minha Casa, Minha Vida, lançado em 2009 pelo Governo Lula sob a batuta da então Ministra Dilma Rousseff, conseguiu em apenas cinco anos baixar em 16,8% o déficit habitacional do Brasil.

Com Dilma Presidente, o Minha Casa, Minha Vida ficou ainda melhor: o Governo desburocratizou procedimentos e passou a destinar a maior parte dos subsídios para famílias na faixa de renda mais baixa, até R$ 1600 e possibilitando o pagamento de mensalidades de apenas 25 reais, ao mesmo tempo aumentando o valor das casas que podem ser compradas. Conseguiu, com isso, multiplicar as moradias entregues para essa faixa, que concentra 90% do déficit habitacional do país. Das 3,4 milhões de moradias contratadas desde o início do programa, apenas no governo Dilma foram 2,75 milhões. Dilma criou ainda o "Minha Casa Melhor", que concede crédito para quem quer comprar móveis, eletrodomésticos e até computador para a casa que financiou.

Até junho deste ano, foram R$ 234 bilhões investidos pelo MCMV, entre subsídios e linhas de crédito. O benefício volta todo para a economia: estima-se que tenham sido gerados mais de 1,3 milhão de empregos pelo programa, principalmente no setor de construção civil. E em tudo isso, o papel da Caixa Econômica é fundamental. Que ninguém venha querer tirar de cena os bancos públicos.

No Minha Casa, Minha Vida, quem escolhe e compra a casa é a própria família. A Caixa financia, o Governo apóia. Para famílias de renda até três salários mínimos, o programa permite que as comunidades e associações de classe e de moradores formem cooperativas para a construção de imóveis, sem precisar depender da boa vontade dos políticos.

11 - Liberdade na internet:
Marco Civil, um exemplo para o mundo

Saudado pelo inventor da Web, Tim-Berners Lee, e pelos maiores expoentes internacionais da internet e da liberdade de expressão como um exemplo para o mundo, o Marco Civil da Internet foi mais um golaço de Dilma. Com a ajuda da sociedade civil, Dilma conseguiu, ao cabo de anos de tramitação e negociações, vencer as pressões das grandes empresas que preferiam que a velocidade da sua conexão a diferentes serviços se prestasse a arranjos comerciais feitos a portas fechadas.

O Marco Civil da Internet garante uma internet neutra para todos: se você pagou sua conexão, ela tem que funcionar para tudo da mesma maneira. Tem ainda dispositivos para garantir a liberdade de expressão, proteger a privacidade dos usuários, com especial atenção ao combate à pedofilia, obriga as empresas transnacionais a observarem a lei brasileira, e promove a democratização do acesso à rede.

É a melhor e mais avançada legislação sobre internet do mundo. E em conferências como a NetMundial, Dilma colocou o Brasil na liderança mundial dos esforços pela liberdade de expressão, pelos direitos civis e pelo combate à espionagem indiscriminada (fonte na tradução do Google).

12 - Uma Universidade Federal mais perto de você

Os governos Dilma e Lula fizeram mais pelo ensino superior em 12 anos do que foi feito nos 500 anos anteriores

Antes de Lula e Dilma, o Brasil levou 500 anos para ter 3,5 milhões de alunos nas universidades. Hoje, são 7,1 milhões de estudantes no ensino superior. Para isso, foram criadas 18 universidades federais, priorizando as cidades do interior - Dilma criou quatro, todas no Norte e no Nordeste. A presidenta inaugurou 47 novos campus, levando o ensino superior público e gratuito a um total de 275 municípios. No ProUni, Dilma manteve a média de 250 mil bolsas anuais e ampliou em 30% a concessão de bolsas integrais durante seu mandato.

Para reduzir o grave problema da evasão no ensino superior, que atinge sobretudo os mais pobres, Dilma criou em 2013 o Bolsa Permanência, um benefício mensal de 400 reais para estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, indígenas e quilombolas que estudam em instituições federais.

Graças a tantas realizações, hoje ter uma filha ou um filho estudando na universidade deixou de ser só para as famílias mais privilegiadas.
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Universidade Federal do Cariri, no Ceará, criada por Dilma em 2013, e que quando estiver completa, até o fim deste ano, terá cinco campi: Juazeiro do Norte, Barbalha, Crato, Brejo Santo e Icó.

O fim do pacto sociopolítico no Brasil

Por Róber Iturriet Avila,


  no site Brasil Debate:

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro de 2002 marcou a emergência ao executivo brasileiro de forças políticas alinhadas à esquerda. Entre 1999 e 2002, houve duas crises cambiais, a inflação se elevou, o desemprego aumentou, o salário real reduziu e o Brasil foi submetido aos ditames do Fundo Monetário Internacional. Contudo, isso não era suficiente para que um sindicalista se tornasse presidente da República.

A emersão tornou-se factível devido à aliança capital-trabalho, através da figura do vice-presidente da República, José Alencar, representando o capital industrial. A "Carta ao povo brasileiro" estendeu o pacto ao setor financeiro: Lula se comprometeu a manter a política econômica conservadora (metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante).

A primeira gestão Lula foi marcada pela manutenção da política econômica, de um lado, e pela ampliação de políticas sociais e distributivas, de outro. A despeito da constante resistência à figura presidencial, o modelo de conciliação de interesses foi vitorioso. Na segunda gestão de Lula, outras políticas sociais foram criadas, a ponto de marcar seus oito anos de governo.

Com a crise de 2008, o superávit primário foi flexibilizado a fim de manter o crescimento econômico. A elevação das reservas internacionais, o crescimento do emprego e da renda, a redução das desigualdades distributivas e o crescimento econômico desse período garantiram ao então presidente popularidade suficiente para eleger sua sucessora, Dilma Rousseff.

O quadro econômico mudou bastante desde então. Os preços dos principais produtos que o Brasil exporta caíram, o governo elevou o superávit primário em 2011 e flexibilizou o tripé da política macroeconômica. O Banco Central passou a atuar para elevar a taxa de câmbio e o governo passou a tolerar a inflação acima do centro da meta, por entender que parte dessa inflação tinha relação com a elevação do salário mínimo. Isso porque o componente da inflação que se acentuava era de serviços, os quais possuem mais trabalhadores nessa faixa salarial.

Em maio de 2012, houve uma ruptura importante: o governo pressionou os bancos privados a reduzirem as taxas de juros e seus spreads através da concorrência imposta pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. O Banco Central reduzia persistentemente a taxa SELIC, chegando a 7,25% ao ano, ao passo que em janeiro de 2003 era de 25,5%. Taxa essa que remunera a dívida pública. Essa conta não é diminuta, drenou entre 5,5% e 8% do PIB ao ano.

Dilma, em cadeia nacional de rádio e televisão, disse que "é inadmissível que o Brasil, que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos continue com um dos juros mais altos do mundo. Estes valores não podem continuar tão altos. O Brasil de hoje não justifica isso. Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros para empresas e para o consumidor […]. O setor financeiro, portanto, não tem como explicar esta lógica perversa aos brasileiros".

A essa altura, entre regular e ótimo, sua popularidade somava 93%, o que lhe garantia o bônus de poder retirar o capital financeiro do grande pacto sociopolítico. A maior tolerância com a inflação, em linha semelhante, feria os interesses do capital financeiro, pois reduzia mais ainda o juro real. Não por acaso, o maior banco privado do País financiou a campanha eleitoral de Aécio Neves e Marina Silva, e não financiou a de Dilma Rousseff, em 2014.

Nesse momento, Dilma refundou seu pacto com o capital industrial. Reuniu os maiores empresários no palácio do planalto e atendeu as antigas pautas da Fiesp. Além do decréscimo no juro, o governo elevou a taxa de câmbio, reduziu impostos sobre a folha de pagamentos, reduziu o custo da energia, ampliou a oferta de crédito subsidiado e anunciou pacotes para melhorar a infraestrutura.

Para os industriais, esses eram os entraves que emperravam o crescimento econômico. O governo absorvia a necessidade de reduzir o "custo Brasil". O executivo abriu mão dos impostos, na expectativa de que os empresários aumentassem os investimentos. O crescimento econômico, em um segundo momento, elevaria a arrecadação. Além disso, a redução da taxa de juros abriu um espaço fiscal não desprezível. Em meio a tudo isso, o salário real e o emprego continuariam crescendo.

Contudo, os investimentos não vieram, a economia não cresceu e as desonerações fizeram falta nas contas do governo. As manifestações de junho de 2013 derrubaram a popularidade da presidenta em 35 pontos percentuais.

Com o capital financeiro claramente contra o governo e o ambiente criado nas manifestações, os grandes grupos jornalísticos do País perceberam que chegava a hora de findar com os governos próximos da esquerda. Desde então, se dissemina a constante perspectiva pessimista da realidade, o enfoque em problemas pontuais sem uma análise ampla das questões, a seletividade na ênfase de denúncias de corrupção, o diagnóstico de que o governo federal intervém demais e, no limite, a forte distorção dos dados.

A estratégia de seguir a pauta do capital industrial não deu certo. Isso já estava claro em 2014. Adicionalmente, as principais empresas do País assistiram seus rendimentos no mercado diminuírem. Já que a esfera do capital industrial não é tão dissociada à do capital financeiro.

Na eleição de 2014, os lados se redefiniriam: o capital financeiro estava na oposição, e grande parte do capital industrial estava descontente com a flexibilização do pacto macroeconômico conservador. Os grandes grupos de imprensa foram mais explicitamente de oposição. A aliança formada em 2002 estava nitidamente fraturada. Na eleição de 2014, a estratégia da campanha de Dilma foi centrar o discurso em sua base. Saiu vitoriosa.

Após a reeleição, Dilma tenta repactuar as forças políticas, escolhendo um ministro da fazenda vinculado ao sistema financeiro, uma ministra da agricultura representante dos latifúndios, para o ministério do desenvolvimento, escolheu um ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria. Na política econômica, retomou a perspectiva conservadora, progressivamente abandonada ao longo de sua primeira gestão.

O grande pacto sociopolítico, entretanto, não parece resgatável. A fissura reverbera nas diversas instituições sociais. O PMDB assume mais independência, o conservadorismo se reaglutinou e domina cada vez mais o governo que representaria a esquerda do País. A direita venceu perdendo.